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Três escolas se destacam na etapa de basquete 3×3

Sesi, São João e Steigleder foram campeãs da modalidade

O basquete 3×3 foi a atração dos Jogos Escolares de Montenegro nessa quarta-feira, 12, no ginásio do Sesc Montenegro. Apenas três instituições participaram das disputas e, coincidentemente, cada uma foi campeã em uma categoria. Na etapa Juvenil Feminino, as escolas São João Batista e Sesi se enfrentaram em dois confrontos para definir o campeão.

As meninas do São João levaram a melhor em ambos os enfrentamentos, venceram por 6 a 2 no primeiro jogo e por 5 a 2 no segundo, para confirmar o título. Já na categoria Juvenil Masculino, o Sesi A se sagrou campeão. A equipe venceu seus quatro jogos, contra São João A, São João B, Sesi B e José Pedro Steigleder, para garantir o primeiro lugar.

No certame da categoria Infantil Masculino, a mais equilibrada da etapa dessa quarta, os meninos da equipe B do Steigleder conquistaram o título. Com duas vitórias em três partidas, eles ficaram à frente de São João, Steigleder A e Steigleder C na tabela de classificação.

Cezar Negrão pede apoio à formação de atletas

Ex-jogador e atualmente treinador e árbitro de basquete escolar, Cezar Negrão defende uma integração maior entre educação e esporte para ampliar a formação de atletas no Rio Grande do Sul. Aos 76 anos, ele está completando três décadas no apito da modalidade em âmbito escolar e afirma que o Estado sempre foi um celeiro de esportistas.

No entanto, ele observa que a estrutura para a formação de jovens atletas não vem sendo tratada como prioridade nos últimos anos. “A melhor coisa seria se o governo desse a devida atenção para melhorarmos o nível técnico das escolas em relação aos esportes. Quanto mais educação tu tiver, mais raciocínio tu vai ter para fazer o esporte”, afirma Cezar, apontando a necessidade de ampliar as condições de trabalho dos professores.

Referência da modalidade no Estado, Cezar Negrão apita jogos de basquete no âmbito escolar há 30 anos

A formação de atletas, de acordo com ele, também depende de investimentos desde as categorias iniciais. Ele defende que projetos sejam iniciados com crianças de oito e nove anos, com acompanhamento para identificar características e potencialidades esportivas.
“Seria importante iniciar nessa idade e fazer um check-up, um layout do que o jovem poderia produzir mais, oferecendo diferentes modalidades. Falta incentivo. A educação está por baixo. Os professores têm que trabalhar em dois, três colégios para ter uma remuneração”, acrescenta.

Cezar também aponta a falta de divulgação de instituições oficiais, como a Confederação Brasileira de Basquete, como um dos obstáculos para o crescimento da modalidade. A dificuldade de acesso às transmissões de partidas também é mencionada pelo ex-jogador. Ele acredita que a ampliação da exposição do basquete, inclusive do feminino, poderia contribuir para aproximar novos praticantes e atrair mais patrocinadores.


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